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sábado, 19 de outubro de 2013

100 anos de Vinícius

 "Eu sei que deve existir algum lugar onde o amor possa viver a sua vida em paz"





sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Um eu pra mim

  Eu só quero SER e ter um EU pra chamar de MEU. não deveria ser tao difícil conceber uma marca.
  No processo de formação de consciência, onde inclusive é o palco central da ideologia, a psique individual deveria ser capaz de produzir linguagem suficientemente úteis para se auto-reconhecer diante de todo o material signico que resignifica toda produção material de pensamentos. Entretanto, sinto uma imensurável incapacidade de dominar o que acredito - já que nem sei em que.
  Não sei se estou amargada. Mas sei que estou infinitamente triste. Um quarto de século vivido e nenhuma experiência linear. Quem sou e para onde vou?. O que foi que eu fiz? Dói entender grandes limitações medidas através de pequenos instantes, que agora perpetuam incopetência e tristeza.
  Às vezes cabe a alegria. Mas quando cabe o remorso, o abismo infinito das lamentações me afoga num oceano negro, de onde minhas forças não são capazes de me resgatar.
  Arrependimentos. Mas o que dói é entender que tudo se repete.
  

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Yo tengo un blog

Yo tengo un blog.
Hace 2 años y 6 meses desde mi última publicación – y recién me doy cuenta que estoy escribiendo en español . Tengo 25 años y muchos dedos en mi cuerpo. La mayoría de esos, en el intervalo de esos 31 meses a 4,573.1 km de mi familia.
Un cuarto de siglo. Son tantas las memorias que desde mi limitación lingüística (en cualquier idioma, incluso mi portugués nativo) yo jamás podré caracterizarlas o mismo ordena las. Asimismo, mi herramienta de extensión de mi e yo vivíamos una relación pausada – hasta ser ocultada y olvidada . La verdad es que, por lo menos uno de nosotros no existe sin las impresiones del otro. La pena es que yo soy “el otro”.
América Latina luchando contra las nuevas caras de colonización, África sufriendo el desrespeto por sus territorios y fotografiando su propio hambre, Europa con sus crisis creciente y el Oriente medio sangrando sus niños. En clima de una posible Tercera Guerra Mundial (que gracias a Putin, Obama suspendió su maldad) yo me veo en mis propios complejos. Hago mis propias guerras, violo mi propio cuerpo y tengo en las manos la sangre de mi alma. El mundo se resignificando e yo, con todo mi egocentrismo, paso mis días sin ganas de hacer cualquier otra cosa que no sea estar en mi cama. Sin hambre y sin necesidades básicas.
En ese intervalos desde mi ultima publicación, muchos océanos fueron ahogados en mi y mi relación con esa dirección virtual cada vez más inexistente. Había incluso, olvidado ese 7letrasmariana.blogspot.com. Muchas amarguras. Muchas alegrías. Muchos lamentos. Pero hoy, motivan las paces con ese instrumento otras fuerzas, de las cuales estoy descubriendo. Siento que me odio. Y me desprecio. Por primera vez abrazo eses sentimientos como míos. Aprendí a convivir con ellos. Me acostumbré. Y si quieres saber, el amargo es (sí) una sensación.
Rompo dos años de silencio con el ASCO.
Con el odio inflamando en mi garganta, me pregunto, sin ser capaz de mirarme en el espejo, porque busco el justo camino de la felicidad y me descubro sin derecho a ella.
             "Todos pueden fingir amor pero el odio es demasiado real. El odio es como un hijo tarado, como un murciélago puesto a volar de día" (Efraim Medina Reyes - Érase una vez el amor pero tuve que matarlo)
   

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

De repente, eu.

De repente eu sou o vento frio que sopra do Norte
e esquenta as emoções

De repente eu sou o fogo que se acende por dentro
e esfria a razão

De repente eu procuro lá fora
o que vejo aqui dentro

De repente sou a brisa

De repente sou o Mar

Tempo

O tempo todo
Todo o tempo

O tempo do todo
O todo do tempo

O tempo é tudo

Dias de chuva... dias de chuva

Ah, esses dias de intensas chuvas, quando o sol se esconde atrás de nuvens carregadas de água, que, em instantes, desce caindo sobre nós em fios inconstantementes finos e leves/fortes e pesados, numa velocidade mais oscilante do que minha capacidade de pensar sobre meus próprios conceitos.

Quando o céu, de azul, se pinta de cinza, a morbidez do verão nordestino parece nos trancafiar em casa.

Preguiça de sair da cama quentinha pelo atrito do nosso corpo em contato com nossos lençóis e travesseiros cobertos por um delicada e gostosa fronha que, aos poucos torna-se tão íntima da nossa nuca - que dedicamos calorosamente, aos amantes - e dos nossos cabelos. Ainda quando suamos à noite (pela dedicação da nuca), ela seca nossa transpiração até envelhecer marcada pelas incontáveis lavagens a fim da renovação.

Frio só em pensar em abrir as janelas, pois, a brisa gelada parece invadir a sala e nos tocar o corpo, nos amofinando no sofá, onde percebemos o quão inútil está sendo o nosso dia. Mas a condição atual dos nossos corpos não nos permite fazer últil nossas horas.

Voltamos ao quarto e nos dirigimos (novamente) à cama, aquela mesma cúmplice sabedora de todos os nossos segredos e confidente de todas as ações sob ela.

"Nossa cama é nossa cama!"

E ali (aqui), novamente sobre ela, percebendo sua textura, reconhecemos o quanto ainda nada relevante estamos a fazer, mas, tudo o que nos resta é o atrito em nossos lençóis.

Cabeça no travesseiro e, de repente, aquele perímetro começa a se apresentar distante, ao tempo que tão íntimo. A lembrança das diferentes histórias, que acabaram por constituir aquele espaço, invadem nossa cognição.

Assim, projetamos mudanças no ambiente. Mas entra chuva e sai chuva e nossa promessa nunca é cumprida.

Começamos a criar histórias, inventar momentos, produzir vozes.

Mas aquele momento, aquela cama, aquele quarto não conseguimos inventar, curar, esquecer.



segunda-feira, 4 de abril de 2011

"Ali e Aqui"

(Frise-se, por favor, as aspas do título)

Ainda não sei que tipo de sentimento ou motivação me faz redigir essa justaposição de palavras. Não pertenço mais ao tempo. O espaço me é inconstante. As idéias, embaralhadas e confusas, ainda não parecem se organizar de um modo racionalmente compreensível ou descritível. A incerteza do que vem sobre minha mão aguça minha curiosidade de conhecer as limitações da imaginação, assim como encontrar os sentimentos expressos para além da razão. Aliás, nada aqui é razoável.

O que define o tempo? Os segundos contidos nos minutos e nas intermináveis horas? As semanas calejadamente constituídas de um dia após o outro? Os experientes anos, divididos em meses que, de repente, parecem efêmeros?

Mas, para além do calendário, poderia haver um outro ritmo para o espaço do tempo? Algo como deixá-lo em liberdade, para simplesmente sê-lo... Ou melhor, sem domínios. Além dos números e dos nomes, que o delimitam, o tempo pode ser compreensivelmente relativo para aqueles que alimentam sonhos ou compartilham esperança?

Onde se encontra a linha que divide o passado dos sonhos futuros e da realidade presente nos conceitos?

Às vezes, sinto que estou aquém disso, como se esse tempo não pudesse me ordenar. Minha mínima organização parece não se sujeitar a essa impiedosa força. Essa linha parece muito sensível, a ponto de ser quebrada com um simples brilho no olhar, algo como paralisando os próximos segundos. Enfim, todo o abstrato parece ser concretamente palpável. Então, sentimos arder, novamente, em presente, o que, um dia, foi passado. E esse se confunde entre o que parece e o que é provável, e assim, parece se perder do limite que já ultrapassou.

É como se absolutamente, palavra alguma fosse capaz de levar à dimensão dos guardiões de memórias e belas lembranças mergulhadas nas mais imortais imagens que se guardam na alma.

O passado simplesmente se torna concreto aos olhos e real ao toque.

A confusão se estabelece.

Não existe mais o que passou. É como se tivéssemos ganhado uma nova chance de descobrir o que existe, intimamente, em nós. Porque nada parece ter passado. E a verdade começa a se constituir, depois de ser enganada.

Há algo como congelamento. Nas investidas da razão, nada parece ser puramente plausível. Talvez, nem devesse ser. Poderia ter sido simples, rápido, direto. Mas a linha sensível que delimita os espaços no tempo, quando tocada, faz transbordar pela corrente sanguínea o que, geralmente, nunca circula por ela.

E não há necessidade de evocar o passado, ele, simplesmente, se materializou no mais inesquecível presente.

sábado, 2 de abril de 2011

Alma inundada
...

quarta-feira, 16 de março de 2011

We are Bahia

"Ah, que bom, você chegou" (Nizan Guanaes)

Aqui. Bem Forte, com Santo Antônio, (e) na roda, na dança e na luta.

Já ouço a percursão, fazendo meu coração dançar.

Das cores, todas são flagradas pintando as mais belas fotografias a serem imortalizadas em nossas lembranças. E assim, por um único instante, apenas, me vi inocente, fotografando minha própria ingenuidade, quando, ainda forte, ouvi uma ardente voz gritando o que eu não queria ver: "toda cidade é igual".

Há beleza e a há dor. Contrastes tão destoantes que fica difícil compreender - ou perdoar.

Uma beleza e uma dor que podem ser comparadas, mas não esquecidas. Fazem agora, parte de mim e do que é meu - e parte do que é nosso, já que compartilho minhas sensações e memórias -. E de mim, nada apaga, mas ninguém explica.

Raro campo de visão. Forte energia que embriaga e enlarguece o sorriso, nos faz viajar sobre as idéias e a esperança e conceber nossa ideologia de igualdade ao direito de sentir o desejo de voar sobre todo aquele lugar tão forte que te diminui diante de toda aquela grandeza tão complexamente singular, que mesmo os mais saudáveis olhos não conseguem traduzir, ao tempo, em que engrandece o desejo de SER e de fazer fortes, nossas mãos unidas.


Foto: Mariana Moura

Mas, toda cidade é igual. A minha é capaz de construir as cores, a sua, de colorir os olhos.

No entanto, essa - e, exclusivamente essa - é forte e inteiramente de Oxum.

"Bem vindo a Salvador, coração do Brasil"! (Nizan Guanaes)

segunda-feira, 7 de março de 2011

O Conto da Cigana* (Claufe Rodrigues, 1956)

A cigana pegou a minha mão
aí eu pensei comigo:
"Ela vai ler o meu destino"
Mas a cigana desabotoou o vestido
roçou a trança na minha cara
e enfiou a língua no meu ouvido
...Aí eu pensei comigo:

"Agora ela vai ler o meu destino"
Mas a cigana fez um beicinho
e me lambeu como se ela fosse uma gata
e eu fosse um passarinho
meio perdido na mata

...Aí eu pensei comigo:
"Agora ela vai ler o meu destino"
Mas a cigana me beijou na boca
começou a tirar minha roupa
e fez assim com o dedo na minha mão...

...Aí eu pensei comigo:
"Agora ela vai ler o meu destino"
Mas a cigana me acendeu com um fogo brando
se enroscou entre minhas pernas
e eu senti o ventre dela
latejando, latejando...

...Aí eu pensei comigo:


* Poema declamado por mim no Sarau Erótico II do Projeto Papel no Varal em 23/02/2011